Por trás da magnificência de uma toga há, na essência, sempre, um homem, igual a qualquer outro, repleto de anseios, angústias, esperanças e sonhos.

29 de março de 2010

A "Otoridade 51"

Numa cidade de interior próxima a Natal, muitos anos atrás, houve uma comemoração do centenário de emancipação. O ponto alto foi um baile.
Vieram da capital e participaram os filhos ilustres da região, bem como as mais altas autoridades locais: o juiz, o prefeito, o padre e o delegado.
Quando da sua entrada no recinto do baile, o magistrado observou um tumulto. Era um cidadão completamente embriagado que, aos berros, tentava entrar. E assistiu ao seguinte diálogo entre o “bebum” e um segurança do estabelecimento:
- Me deixa entrar!
- Pode não.
- "Pru quê"?!
- Porque aqui só entra quem tiver ingresso ou for autoridade.
- Pois eu falo que sou a maior autoridade aqui. Sou mais autoridade que aquele ali! – apontando para o juiz.
- Pois saiba que aquele ali é o juiz, meu amigo...
- E eu num sei? Pois saiba que o juiz prendeu e depois soltou até “Zé das Cuia”, aquele sujeito sem-vergonha que matou “Chico Timbu” de cacete. Já eu quando prendo num solto de jeito nenhum!
Intrigado com quem seria aquele sujeito, o segurança perguntou:
- E quem lá é você?
- Tu num me conhece “proque” é de Natal. Eu sou o coveiro!

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