Por trás da magnificência de uma toga há, na essência, sempre, um homem, igual a qualquer outro, repleto de anseios, angústias, esperanças e sonhos.

12 de maio de 2010

Sobre Surras e Cascavéis...

Um juiz hoje já aposentado, muitos anos atrás, numa comarca do Rio Grande do Norte, estava realizando audiência numa antiga ação de desquite.
Dias antes a requerente, aparentando uns quarenta anos, de físico avantajado e de temperamento forte e irascível, tinha ido conversar com o magistrado sobre o caso. A mulher aproveitou a oportunidade para dizer cobras e lagartos do requerido. Ele, ao contrário, era um sujeito franzino e pacato que não mais agüentou os maus tratos que sofria da cônjuge. Por isso a separação. Era notório na cidade o temperamento explosivo dela. Diziam as más línguas que o requerido tinha sofrido surras da esposa.
Na hora da audiência, tentativa de conciliação, o colega juiz bateu ponto por ponto.
- Pensão alimentícia:
A mulher foi logo anunciando:
- Só aceito trinta por cento do bruto.
- Doutor, por favor, trinta por cento do líquido – propôs o requerido, humildemente.
- Tá resolvido: trinta por cento do bruto! – Vaticinou o juiz.
- Doutor, o percentual fica alto para o meu cliente. Trinta por cento do líquido é mais justo – ponderou o advogado do requerido.
- Tá resolvido: trinta por cento do bruto! – ratificou Luiz Diógenes. E prosseguiu:
- Filhos do casal. Direito de visita.
A mulher:
– Só aceito no final de semana, em minha casa e mesmo assim no domingo à tarde, e a partir das quatro horas.
O requerido:
- Doutor, pelo menos deixe os meninos passarem o final de semana comigo. Fico morrendo de saudade dos meus filhinhos.
- Resolvido. O senhor só tem direito de visitar os meninos no domingo à tarde, e a partir das quatro horas. – E passou para o próximo tópico: a casa de morada.
- Doutor Luiz, a casa tem que ficar comigo porque não tenho pra onde ir – adiantou a mulher.
- Doutor, mas não é possível. A família dela tem melhores condições que a minha. Eu é que não tenho pra onde ir.
- Tem sim, doutor. A casa da mãe dele.
- Tá resolvido. A casa fica com a mulher. O requerido vai voltar a morar na casa da mãe dele.
Indignado, o requerido levantou-se e protestou:
- Mas Doutor Luiz, já levei surras em casa e até aqui essa mulher acaba comigo. Afinal de contas a que eu tenho direito?
- De se ver livre desta cascavel! – apontando para a mulher.

2 comentários:

  1. Lula sancionou A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, mas ele esqueceu de nós homens indefesos...Rsrsrsrsrs Onde está a Lei para defender os coitados, Macho Man´s? É amigo, essa é a lei “Mania da Peia”, parecem que inexistem os princípios basilares democráticos, da ampla defesa e do contraditório. Rsrsrsr
    Tudo de bom...

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  2. coitado... tinha que ter pego mais leve com ele, principalmente sobre os filhos!!! Sou mulher, mas tb não sou injusta! :P

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